| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Psittaciformes |
| Família: | Psittacidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Arinae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | T. malachitacea |
O sabiá-cica é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Também conhecido ao longo de sua distribuição geográfica, como cunhataí, sabiaçú, araçuaíva, mãe-de-sabiá, papagaio-da-capoeira, papagaio-viola e papagaio-de-peito-azul.
Seu nome científico significa: do (grego) triclaria = da mitologia grega, Triclaria é um epíteto para a deusa Diana; e do (latim) malachitacea = referente ao mineral malaquita, verde como a cor da malaquita. ⇒ Diana verde como a malaquita.
Mede entre 19 e 21 cm. As populações da região Sul do Brasil apresentam tamanho corporal em média, maior que as do Sudeste e acima. Apresenta o colorido geral em um tom verde-profundo, incomum em outros psitacídeos. Os machos apresentam o ventre de cor violeta-azulada, sendo que desde filhotes já apresentam manchas dessa cor. Machos em idade avançada tendem a apresentar coloração violeta-avermelhada. As fêmeas são completamente verdes. Ambos os sexos possuem o bico quase branco.
Não possui subespécies.
Alimenta-se de frutas, sementes, brotos e flores. Têm predileção por algumas espécies de bromélias. Aprecia os frutos do araticum ou Marolo(Annona coriacea).
Geralmente entre setembro e dezembro. Nidifica em ocos nas árvores, à média e elevada altura. Há relatos de posturas de 2 a 3 ovos brancos. Ambos os sexo participam da criação dos filhotes.
Muitos não sabem que o sabiá-cica é um psitacídeo que canta como um sabiá. Seu nome vem do Tupi, que significa “mãe do sabiá”. Há indícios de que boa parte do canto seja assimilada desde filhotes ao ouvirem os sabiás da área, pois, há sabiá-cicas cujo canto lembra o de sabiás como o laranjeira, coleira, da mata, preto e pardão-da-Bahia. Alguns ornitólogos interpretam essa característica como um complemento de sua camuflagem, ou defesa.
O Sabiá-cica possui hábitos diferentes dos da maioria dos psitacídeos. São vistos quase sempre sozinhos, aos pares ou com filhotes. São geralmente silenciosos em voo, e pousados, pouco vocalizam seus chamados agudos, estridentes e em escala ascendente. Quando pousam nas árvores o fazem em silêncio e permanecem um bom tempo imóveis, camuflado-se e observando ao redor, à exemplo do tuim (Forpus xanthopterygius). Ave da Mata Atlântica litorânea, é típico de florestas primitivas, mas frequentam vegetação secundária.
São monotípicos. Não havendo até o momento o relato de outra subespécie, ou mesmo espécie do gênero. — Marcos Massarioli 2009/04/29 14:45
Espécie endêmica do Brasil (CBRO, 2014). Ocorre na Mata Atlântica costeira desde o Espírito Santo até o nordeste do Rio Grande do Sul. Parece estar em declínio em algumas áreas, como no Espírito Santo e interior de São Paulo (Birdlife International, 2015).